Uma massa sendo sovada, um hobby que ocupa as duas mãos, uma caminhada sem destino, um jantar que ninguém parou para enquadrar direito. Depois de anos vendo rotinas cada vez mais editadas, o que parecia comum começou a chamar atenção no feed.
Tem uma contradição aí: quanto mais a vida passa pela tela, mais interessante fica acompanhar o que acontece longe dela. A vida sem tela volta para a internet com menos cara de vitrine e mais cara de coisa vivida. É desse movimento que o conteúdo IRL ganha força.
O conteúdo IRL transforma hobbies, encontros, passeios e outros momentos da vida offline em narrativas para as redes sociais.
O que é conteúdo IRL?
IRL vem de in real life, ou “na vida real”. Na criação, aparece em vídeos, fotos e relatos de rotina, experiências presenciais e acontecimentos cotidianos: café da manhã, passeio, hobby, bastidores ou aquele pedaço do dia que não entraria num roteiro.
Pode ter edição, roteiro e escolha de cena. A diferença é que o ponto de partida costuma ser o que já aconteceu no dia, não uma produção montada só para render conteúdo.

Por que a vida sem tela ficou tão interessante para quem está na tela?
Esse interesse aparece junto de um cansaço com o excesso de estímulo e de uma tentativa de rever o uso de tela. Em pesquisa da Deloitte no Reino Unido, 20% dos consumidores disseram ter apagado ao menos um app de rede social no último ano; entre a Gen Z, 29%. Metade desligou notificações.
O Pinterest Hobbies Trend Report 2026 registrou interesse crescente por práticas manuais, analógicas e atividades sem tela. O feed continua sendo lugar de descoberta, mas muita referência agora também vira vontade de cozinhar, plantar, criar, sair e fazer algo com as próprias mãos.
O que entra no universo do conteúdo IRL?
Rotina e cotidiano
Jeska Grecco, Creator da Flamus, transforma vida adulta, companhia própria e acontecimentos em conversa. No Date Comigo e no Diário de Bordo, situações comuns rendem assunto porque ela observa o cotidiano e encontra humor nele.

Hobbies e atividades manuais
Na sua criação de conteúdo, Tatjana, também Creator da Flamus, mostra trabalho manual e processo criativo sem pular direto para o resultado. Parte do interesse está em acompanhar as escolhas antes de tudo ficar pronto.

Passeios, viagens e experiências presenciais
Já Luiza Marqueza mistura surf, viagens, modelagem e cenas da própria vida em sua comunidade da Flamus. Ela é um bom exemplo de que um dia comum já dá muito conteúdo e de que até as coisas mais fora da rotina, como viagens e passeios, podem ter um olhar mais realista e cotidiano.

Convívio, amizade e comunidade
O perfil Cauwave nasce da dinâmica entre Cainã, Cauê e Ynaê. Na Flamus, os 3 irmãos compartilham conversas, discordâncias e piadas internas viram conteúdo porque a audiência reconhece a relação entre os três.

Momentos de descanso e desconexão
Gabreta é um exemplo de Creator que vem de games e streaming, mas aprendeu a transpor esses conteúdos para o cotidiano de forma bem humorada e com linguagem própria.

Como transformar a vida real em conteúdo sem transformar toda a vida em conteúdo
Nem tudo que rende assunto precisa ser publicado sem filtro. Dá para contar uma viagem sem mostrar cada hora, falar de amizade sem expor conversa privada ou transformar um hobby em série sem filmar tudo.
Quem cria pode escolher o que entra e o que fica fora do feed. Até porque essas coisas também têm que ser compartilhadas com cuidado por questões de segurança.
Talvez seja essa a graça do IRL: a internet continua ali, mas nem tudo precisa começar ou acabar nela. É vivendo as coisas fora da tela que aparecem histórias que depois podem, ou não, ir para o feed.

(Imagem: GIPHY | Reprodução)
A boa história pode começar num passeio, numa conversa ou até num sanduíche. O próximo passo é fazer essa história encontrar quem realmente quer acompanhar. Na Flamus, Creators têm espaço para transformar conteúdo em comunidade e comunidade em novas possibilidades de crescimento e monetização. Porque viver rende história. E história boa merece mais do que um scroll.



