Quando o território é beleza, o Brasil é rei!
Temos uma relação quase cultural com cosméticos, maquiagem, cabelo, skincare e cuidado pessoal. Em 2024, a categoria cresceu 12,7% em valor de vendas no Brasil, puxada por canais como porta a porta, e-commerce e presentes. E, na mesma pesquisa, 72% dos consumidores brasileiros disseram que nunca deixariam de comprar cosméticos.
O cenário segue bem favorável: o mercado da beleza brasileiro valia US$ 36,97 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 39,63 bilhões em 2026.
Junto com esse boom veio uma mudança importante: o conteúdo deixou de ser só inspiração e virou influência, venda, comunidade e negócio.

Dos blogs aos impérios
Antes do TikTok, dos reels e tutoriais em 30 segundos, os blogs reinavam como formato de comunicação de influencers. E tinha gente escrevendo sobre moda, maquiagem e cabelo quase como quem mandava dicas para uma amiga.
Camila Coutinho (foto abaixo) é um dos nomes que ajudaram a contar essa história. Ela começou em 2006 com o Garotas Estúpidas, considerado um dos primeiros grandes canais de moda do país e, em 2020 , lançou a GE Beauty, sua marca de cosméticos capilares.
Bruna Tavares também veio dessa leva. Criou o Pausa para Feminices, em 2009, e alguns anos depois transformou repertório, comunidade e autoridade em uma linha própria de maquiagem.
O que antes parecia “só um blog” virou uma prova muito concreta de algo que hoje parece óbvio: quem cria conteúdo com consistência também cria confiança e pode construir um negócio a partir disso.

O começo de um sonho / Deu tudo certo
(Imagem: O Fuxico | Reprodução)
Quando o YouTube mudou o jogo
Depois da blogosfera vieram os vídeos, ou melhor, os vlogs. E aí o mercado da beleza no Brasil ganhou outro ritmo.
Niina Secrets criou seu canal aos 16 anos, em 2010, compartilhando dicas de maquiagem. Hoje, reúne milhões de inscritos e seguidores em diferentes canais, além de colaborações com grandes marcas.
Bianca Andrade, a Boca Rosa, também começou em 2011, com blog e YouTube. Gravava tutoriais, fazia resenhas, testava produtos acessíveis e criou uma linguagem muito dela. Anos depois, essa proximidade virou marca, linha de maquiagem e uma operação com números enormes.
É aqui que a coisa fica interessante: essas criadoras não ganharam confiança divulgando produtos. Elas estavam mostrando a vida real: os testes de produtos, as comparações de marcas, os erros e acertos. Com o tempo, o público aprendeu a confiar nas suas indicações “de olhos fechados”, porque passaram a ser vistas como autoridades no assunto.

Instagram, TikTok e a beauty economy
Com Instagram e TikTok, essa influência ficou ainda mais rápida. Um tutorial, um “arrume-se comigo”, uma resenha sincera ou um vídeo de recebidos podem colocar um produto no radar de milhares de pessoas em minutos.
Não por acaso, o e-commerce de beleza cresce três vezes mais rápido que as vendas em loja física no Brasil, impulsionado por influenciadores e consumidores que são nativos digitais.
As marcas entenderam o recado. Creators deixaram de ser só “publi” e passaram a entrar em diferentes etapas da jornada de compra. E marcas mais maduras já começaram a integrar criadores de conteúdo também aos times de criação, performance e comunidade.
Creators viraram canais
Na prática, um bom Creator hoje funciona quase como um canal de mídia próprio. Ele tem audiência, linguagem, repertório, confiança e capacidade de gerar conversa.
E, em alguns casos, virou também concorrente. Camila Coutinho, Bruna Tavares, Niina Secrets e Boca Rosa não são apenas influenciadoras. Elas criaram produtos, marcas, collabs e comunidades. Ou seja: passaram de vitrines para donas da prateleira.
Esse movimento vem mudando o mercado mais uma vez.
O crescimento do mercado da beleza no Brasil já tem um próximo passo: a comunidade
Como vimos, esse nicho continua sendo uma oportunidade enorme para Creators. Mas depender só do algoritmo ou de publis soltas é uma estratégia frágil.
O próximo passo é construir espaços próprios, onde o Creator possa aprofundar a relação com quem já acompanha seu trabalho.
Se você quer transformar sua audiência em uma comunidade que valoriza seu conteúdo, conheça a Flamus e descubra novas formas de monetizar sua criação.


