Marvin fala sobre música, memória e legado na Flamus

Entre rap, pagode, R&B e histórias de bairro, o artista conta como transformar vivências em música e o que significa construir uma trajetória ao lado dos fãs.

A Flamus conversou com Marvin sobre música, referências, processo criativo e carreira independente. Na entrevista, ele fala sobre crescer em uma casa musicalmente eclética, a força emocional do rap, do pagode e do R&B dos anos 90 e 2000, e a vontade de criar músicas que fiquem na memória de quem escuta.

Entre um freestyle que abre seu primeiro álbum, o sonho de colaborar com Seu Jorge e a ideia de construir um legado junto aos fãs, Marvin mostra como criação também passa por repertório, vivência e identificação.

Confira a entrevista completa:

Qual estilo musical você mais se identifica? Como isso te motivou a transformar sua música em carreira?

Eu sinto muita identificação com o rap, o pagode e o R&B, principalmente dos anos 90 e 2000. Cresci em um ambiente familiar muito eclético, então é difícil escolher um único estilo.

A forma como os sentimentos eram expressados nas canções dessas épocas e estilos me encanta até hoje. Isso fez com que eu quisesse alcançar essa mesma identificação com o público através da arte.

Como é o seu processo criativo na hora de desenvolver uma música?

Varia muito. Sempre fui muito criativo desde criança. Às vezes a inspiração vem de um filme, uma série, um livro ou uma história de vida que alguém me contou. Na maioria das vezes, vem da minha própria história.

Eu costumo colocar meus fones de ouvido, sentir a emoção que o beat me passa e me imaginar em um show ou em um clipe com uma música que ainda nem nasceu. A partir daí, tudo flui naturalmente.

Pra você, o que faz uma música ser atemporal?

Eu acredito que existam alguns fatores-chave, mesmo sem uma receita pronta. O primeiro ponto é criar sua arte com carinho, colocar o coração na parada.

O segundo passo é não se pressionar para que algo dure para sempre. Isso só gera frustração. Quando esses dois pontos se encontram, aparece o mais importante: identificação.

O que as pessoas vão sentir ao ouvir? O que vai fazer com que pessoas de diferentes idades e gerações possam se conectar com aquela obra? Para mim, a ideia é criar um bom momento na memória dos ouvintes.

Tem algum estilo musical que você nunca arriscaria?

Eu acho que nenhum. Crescer em um ambiente aberto a diferentes estilos musicais e culturas me deu uma das melhores qualidades que um artista pode ter: versatilidade.

Todo artista precisa se permitir conhecer e se aventurar em diferentes sonoridades. Isso faz parte de se tornar mais completo.

Qual música que você escreveu mais te marcou?

Essa é difícil. Muito difícil.

Acho que “O Que Não Foi Dito Freestyle”. Apesar de eu não ter exatamente escrito, já que fiz de improviso, ela abre meu primeiro álbum e fala sobre o momento que eu vivia, minhas metas pessoais e a essência de um domingo de sol no meu bairro.

Muitas pessoas daqui comentaram o quanto se identificaram com a faixa e com a rotina que a história conta. Isso marcou bastante.

Se pudesse fazer uma colaboração com qualquer artista, quem seria?

Seu Jorge, sem dúvidas. Ele é meu artista favorito desde a infância, até mais que o Drake, e olha que eu amo o Drake.

Imagina lançar uma música com um artista que é sinônimo de atemporalidade e identificação? Poder falar de amor ou da realidade do povo periférico que luta por dias melhores? Espero que um dia isso deixe de ser só imaginação.

Além de artista, você também está entre os Creators da Flamus. Que mensagem quer transmitir para seus fãs?

Primeiramente, eu gostaria de dizer o quanto me sinto honrado em fazer parte disso.

A Flamus vem para apoiar o desenvolvimento de Creators que correm atrás dos sonhos de forma independente, além de alimentar a chama entre público e criador, o que é muito importante para os dois lados.

Pra finalizar, ser Flamus pra você é…

Ser Flamus pra mim é ser resiliente. É ter certeza de que não podemos desistir das nossas vidas, principalmente dos nossos sonhos.

É construir um legado junto aos fãs e apoiadores. No final, tudo isso é por vocês.

Conheça Marvin na Flamus

Curtiu a entrevista com Marvin? Você pode acompanhar o trabalho dele e interagir com o Creator no perfil dele da Flamus.

Compartilhe este post!

Posts relacionados